Capítulo Um · A comunicação divina

A Interação de Deus na História

Deus não é distante nem silencioso. Ele fala, Se relaciona e Se comunica.

Sarça ardente no deserto do Sinai

1.1

A Comunicação Divina

A comunicação é um atributo divino compartilhado com o ser humano. Por diversas vezes na Bíblia, vemos Deus Se comunicando com Suas criaturas.

Os quatro elementos essenciais da comunicação, emissor, receptor, meio e mensagem, descrevem também a forma como Deus Se relaciona conosco.

Vendo o SENHOR que ele se voltava para ver, chamou-o Deus do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés! Ele respondeu: Eis-me aqui.

Êxodo 3:4 · ACF

Emissor, quem produz e transmite a informação.
Receptor, quem recebe e interpreta a informação.
Mensagem, o conteúdo que está sendo comunicado.
Meio ou canal, o recurso utilizado para transmitir a mensagem, como fala, escrita, telefone, rádio ou internet.

1.2

Deus é um Ser que Se comunica

Ele não é inalcançável e silencioso. É da natureza de Deus falar, relacionar-Se, comunicar-Se, apresentar-Se.

1.3

O emissor divino toma a iniciativa

O emissor divino toma a iniciativa de entrar em comunhão, igual para igual, com o ser humano. Diminuiu de estatura para Se fazer entender: falou um idioma que Moisés pudesse compreender, o hebraico, e falou das necessidades de Moisés e do povo que iria libertar. Faz parte da Sua perfeição relacionar-Se com a imperfeição para transformá-la.

Despiu-Se de Sua glória majestosa para Se fazer entender.

A perfeição que se relaciona com a imperfeição

1.4

Recursos diversos para Se comunicar

A Palavra

Deus tem uma predileção especial pela palavra, o principal recurso pelo qual Se revelou aos profetas e ao Seu povo.

A Imagem

Fez uso também da imagem: visões e símbolos que comunicam verdades que a palavra sozinha não esgota.

A Marca

E de sinais na criação e na história: testemunhos visíveis de Sua presença e de Seus propósitos.

1.5

Deus e o enigma do mal

O objetivo do estudo do enigma do mal é saber que Deus não é o autor do mal, mas o permitiu para cumprir Seus propósitos no mundo, e que Ele tem controle absoluto sobre sua origem, duração e intensidade, até o momento em que o eliminará.

1.5.1

A origem do mal

A crença dualista

Um deus bom e um deus mal, em constante disputa e igual poder.

A verdade bíblica

Satanás não é igual a Deus: é uma criatura rebelde, um usurpador.

Eu formo a luz e crio as trevas; eu faço a paz e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas.

Isaías 45:7 · ACF

1.5.2

O propósito do mal

Deus usa o mal para testar Seu povo, o teste é prova de qualidade, e todo produto confiável precisa de pressão para confirmar sua resistência. Ele permitiu que o mal se manifestasse e, com isso, tem expressado ainda mais plenamente Sua graça e Sua misericórdia. Porém, não podemos imaginar que Deus permitiria algo que pudesse arruinar Seus propósitos.

1.5.3

A atitude correta frente ao mal

Ao tratar do problema do mal, devemos ser equilibrados. Dois erros devem ser evitados: não dar nenhuma importância ao mal, ou exagerar a sua importância. A teologia liberal tem negado verdades bíblicas fundamentais, dentre elas a existência do diabo, mas seguir a Bíblia sempre será a melhor forma de não termos surpresas desagradáveis nessa luta.

Deus não é o autor do mal, mas nada escapa ao Seu controle.

A soberania por trás do enigma