A arqueologia é o estudo científico das culturas humanas do passado: investiga a vida e as sociedades antigas através de objetos deixados por elas, ruínas de edifícios, documentos, ferramentas, ossos, cerâmica, moedas.
Capítulo Dois · O testemunho de fora
O céu e a terra falam. A astronomia revela um universo de precisão, e a arqueologia desenterra reis, cidades e documentos que confirmam, um a um, os relatos das Escrituras.
2.1
Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.
Salmo 19:1 · NAA
2.2
A arqueologia é o estudo científico das culturas humanas do passado: investiga a vida e as sociedades antigas através de objetos deixados por elas, ruínas de edifícios, documentos, ferramentas, ossos, cerâmica, moedas.
Até essa descoberta, os nomes de muitos reis da Assíria eram encontrados apenas na Bíblia.
Ed 4.10 · Reinou 668–626 a.C.
Osnapar (Assurbanipal)
Famoso rei da Assíria, um dos mais poderosos estadistas do Oriente Médio. Sua biblioteca guardava mais de 22.000 tabletes contando a história da Babilônia.
Ano da descoberta
O Museu Britânico informa que os materiais foram escavados principalmente entre 1851 e 1932.
722–705 a.C.
Sargão II, rei da Assíria
Conhecido pela conquista da Samaria. Toda a história dessa conquista foi descoberta há cerca de 150 anos, em textos cuneiformes achados por arqueólogos franceses, comprovando a vivência histórica deste rei, citado pela Bíblia.
II Rs 18.13-16; 19.35-37 · 705–680 a.C.
Senaqueribe, rei da Assíria
O mais sangrento e brutal dos reis da Assíria. Os textos que contam seu reinado só foram decifrados no início do século XX. Reis e Isaías relatam sua história: a cidade de Laquis foi destruída quando ele ascendeu ao trono e nunca foi reconstruída.
Ano da descoberta
Para Senaqueribe, o ano mais adequado é 1847, quando Austen Henry Layard iniciou as escavações em Nínive e encontrou o palácio do rei, com inscrições e relevos relacionados ao seu reinado.
II Rs 15.29; 16.7,10 · 744–727 a.C.
Tiglate-Piléser III, rei da Assíria
Conhecido no Antigo Testamento pelo nome de "Pul". Invadiu Canaã e conquistou Hazor, Gileade, Galileia e todo o território de Naftali. Tirano brutal, obrigou nações inteiras a tornarem-se províncias e tributárias do Império Assírio.
II Cr 33.11 · 680–668 a.C.
Esar-Hadom, rei da Assíria
Possivelmente o rei que prendeu o israelita Manassés com ganchos e o levou cativo à Babilônia. No início do século XX começaram a ser decifrados seus anais históricos, fornecendo provas de sua existência e conquistas, tal como relatadas na Bíblia.
550–529 a.C. · Isaías, 200 anos antes
Ciro e Dario, reis da Pérsia
Ciro II, rei pagão usado por Deus para permitir que os judeus voltassem e reconstruíssem Jerusalém, Isaías o profetizou 200 anos antes de seu nascimento. Dario pôs em ação o plano de terminar o templo; documentos de 419 a.C. registram suas instruções aos judeus.
Ano da descoberta
Ciro II — 1879: descoberta do Cilindro de Ciro, na Babilônia. Dario I — 1835: início do estudo arqueológico da Inscrição de Behistun.
Ed 6.14; 7.1 · Ne 5.14
Artaxerxes, rei da Pérsia
Deu a Esdras a carta de decreto que libertou o povo do cativeiro para voltar a Jerusalém, e instalou Neemias sobre Judá, os muros foram reconstruídos em 52 dias. Foram encontradas moedas e selos persas com as imagens dos reis daquela época.
Ano da descoberta
Artaxerxes I — confirmação arqueológica: 1893.
Contemporâneos de Abraão
Os reis de Mari
Os habitantes de Mari eram amoritas, um povo pacífico que temia as invasões dos "Benjamitas". Nos tabletes cuneiformes descobertos há nomes bíblicos de pessoas e cidades, Pelegue, Serugue, Naor, Terá, Harã e Ur, e costumes que se identificam com Abraão.
Descoberto em 1906
O povo heteu (hititas)
Descendentes de Hete, neto de Cão. Povo de fundo étnico europeu e alto grau cultural, considerado lendário por séculos, Ramessés II casou-se com uma princesa heteia. Em 1906, o arqueólogo Hugo Winckler trouxe à luz a extensão desse poderoso império da Ásia Menor.
Ano da descoberta
Povo hitita — confirmação arqueológica: 1906.
Êx 1.11 · ~1.300 a.C.
As cidades de Pitom e Ramessés
Edificadas pelos hebreus no Egito. Como Ramsés I reinou por apenas um ano, é quase certo que o faraó opressor tenha sido Ramsés II, que, como era costume, queria deixar uma cidade edificada com o seu nome.
Ano da descoberta
Pitom — 1883: início das escavações. Ramessés, ou Pi-Ramessés — 1928: início das escavações.
522–486 a.C. · traduzida em 1948
A inscrição de Behistun
Inscrição de Dario I, rei da Pérsia, encontrada por Sir Henry Rawlinson; em 1948 George C. Cameron a traduziu pela primeira vez do idioma elamita. Após gravá-la, o rei mandou destruir o acesso, deixando as inscrições numa superfície totalmente reta.
Os tabletes de Nuzi
Nuzi fica na Velha Assíria, atual Iraque. Os documentos encontrados trazem muitas informações sobre o período dos patriarcas: a adoção de filhos, o roubo do "terafim" de Labão, a bênção da primogenitura e a primeira filha dada em casamento antes das mais novas.
Wadi Qumran · 1947 d.C.
Os pergaminhos do Mar Morto
Cerca de 900 documentos, dos quais mais de 400 são manuscritos do Antigo Testamento. O grande rolo de Isaías tem exatamente 66 capítulos e concorda com o texto massorético palavra por palavra em mais de 95%, os 5% restantes são variações de grafia que em nada afetam a mensagem. Eles antecedem os textos massoréticos em mil anos.
Ano da descoberta
Pergaminhos do Mar Morto — descoberta arqueológica: 1947.
~2500–1600 a.C.
As descobertas de Ebla
Uma das mais importantes descobertas dos últimos tempos: uma cidade de 260 mil habitantes. Seus arquivos, num idioma antes desconhecido, puderam ser traduzidos por relação com dialetos semíticos antigos e continham nomes bíblicos.
II Rs 3.4 ss · 1868, ~850 a.C.
A Pedra Moabita
Encontrada em Dibon, Moabe, 30 km a leste do Mar Morto. Dedicada ao deus Quemos, relata a guerra de Israel com Mesa, rei de Moabe, correspondendo aos registros bíblicos sobre essa guerra.
Outras descobertas que também confirmam a história bíblica