Parte VII · A Conclusão
O que sobra quando a última ordem é lida? Uma fé que se vê, um cotidiano que se transforma e uma oração que move os céus.
O que o livro nos deixa
A Prova
Tiago não ensina salvação pelas obras. Ele cita o óbvio: o crente, nova criatura com nova vida, terá expressões dessa fé. As obras não causam a salvação, mas são fruto dela. As mangas não fazem da mangueira uma mangueira, mas mostram que ela é; o fruto na vida do cristão não o torna cristão, mas mostra que ele é.
O Terreno
A fé persiste nas provações, pede sabedoria a Deus, controla a língua, cuida dos órfãos e das viúvas e não trata umas pessoas melhor do que outras. A vida de fé é abrangente: impacta todas as áreas e leva o crente a se envolver de fato na vida dos outros.
O Poder
A carta encerra com uma das afirmações mais ousadas de toda a epístola: a oração fervorosa do justo pode muito. Elias era um homem como nós, e sua oração moveu os céus. Um convite a levar a oração a sério como ferramenta de transformação, não de conforto.
A Síntese
Para Tiago, a fé não era uma proposição abstrata, mas tinha efeitos no mundo real. Sua carta é o "como fazer" da vida cristã, e o mesmo Lutero que a chamou de "Epístola de Palha" também declarou: "Você é salvo somente pela fé, mas a fé sozinha não é fé."
Mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.
Tiago 2.18