A Igreja primitiva · 2 Pedro 3:15-16

O Novo Testamento reconhecido pela Igreja

À medida que os apóstolos escreviam, suas cartas eram lidas nas igrejas e compartilhadas entre os cristãos. Com o tempo, a Igreja reconheceu que esses escritos possuíam a mesma autoridade das Escrituras do Antigo Testamento.

Manuscritos gregos e códices à luz de velas — o Novo Testamento

As cartas que circulavam

Paulo pedia que suas cartas fossem lidas em mais de uma igreja (Colossenses 4:16). Pedro, por sua vez, já colocava os escritos de Paulo ao lado das demais Escrituras (2 Pedro 3:15-16). Desde cedo, a comunidade tratou a palavra apostólica como Palavra de Deus.

O reconhecimento não foi um decreto súbito, mas o fruto de décadas de uso, leitura e veneração nas igrejas espalhadas pelo mundo.

Falando delas, como em todas as suas epístolas... as quais os indoutos torcem, como também as outras Escrituras.

2 Pedro 3:16

Os critérios do reconhecimento

Três marcas ajudaram a Igreja a reconhecer o que Deus já havia autenticado.

  1. 01

    Origem

    Apostolicidade

    O escrito tinha ligação direta com os apóstolos, ou com os que estiveram com Cristo, ou com seus companheiros mais próximos. A testemunha precisava ser confiável.

  2. 02

    Doutrina

    Ortodoxia

    O conteúdo estava em harmonia com a doutrina de Cristo e com o restante das Escrituras. A verdade não podia contradizer a verdade já revelada.

  3. 03

    Recepção

    Uso universal

    O escrito era aceito e lido pelas igrejas espalhadas pelo mundo, não por uma só comunidade isolada, mas pelo consenso amplo do povo de Deus.

A Igreja não escolheu os livros; ela reconheceu o que o Espírito já havia autenticado.