Era a noite da Páscoa, a festa que celebrava a libertação do Egito pelo sangue do cordeiro. Naquela ceia, Jesus toma os símbolos antigos e lhes dá um sentido novo e definitivo: o pão é o seu corpo, o cálice é o seu sangue, "o sangue da nova aliança, derramado por muitos". O verdadeiro Cordeiro estava à mesa, prestes a ser imolado.
Os quatro evangelistas narram esta noite, mas cada um a ilumina de um ângulo. Os sinóticos detêm-se na instituição da Ceia; João, que a pressupõe, dedica cinco capítulos àquilo que aconteceu ao redor da mesa, o lava-pés, o novo mandamento, a promessa do Consolador e a oração sacerdotal. Juntos, compõem o retrato mais íntimo de Jesus em toda a Escritura.