Surgiu no século XVII e teve seu apogeu no século XVIII. Conhecido como o "período das luzes", pregava que avanço, progresso e prosperidade seriam alcançados pela consciência evoluída do ser humano. Sua ênfase recaía sobre o "império" da razão.
Capítulo Quatro · O Desafio do Liberalismo
A partir do Iluminismo, a confiança na razão humana e nas novas teorias científicas alimentou um movimento que questionou a confiabilidade das Escrituras.
4.1
Surgiu no século XVII e teve seu apogeu no século XVIII. Conhecido como o "período das luzes", pregava que avanço, progresso e prosperidade seriam alcançados pela consciência evoluída do ser humano. Sua ênfase recaía sobre o "império" da razão.
4.2
Surgiu com filósofos alemães nos séculos XVII e XVIII e chegou ao ápice na primeira metade do século XX. Novas teorias influenciaram a teologia e tornaram-se seus alicerces: a Teoria da Evolução de Charles Darwin, a Teoria dos Impulsos de Sigmund Freud e o Materialismo Histórico de Karl Marx.
4.2.1

Friedrich Schleiermacher (1768–1834)
Pai do Liberalismo e pioneiro do criticismo bíblico. Para ele, a teologia cristã consiste na experiência religiosa, e o pecado é apenas uma falha em nossa dependência de Deus. A missão de Jesus não seria maior do que comunicar ao mundo um senso de dependência apenas em Deus.

Immanuel Kant (1724–1804)
Destacou-se por suas crenças liberais. Rejeitou as provas ontológicas, cosmológicas e teleológicas da existência de Deus, e insistiu que a crença religiosa depende puramente da fé humana.

Edward Gibbon (1737–1794)
Historiador que firmou as raízes do liberalismo. Escreveu "A História do Declínio do Império Romano", no qual ridicularizou sutilmente o Cristianismo ortodoxo, com o objetivo de minar os alicerces de todo o sistema cristão.

Albrecht Ritschl (1822–1889)
Apresentou uma teologia cristã "livre de toda especulação metafísica". Rejeitou as doutrinas ortodoxas do pecado original, da obra expiatória de Cristo no Calvário e da condenação eterna, enfatizando a perfeição moral de Cristo como ser humano e exemplo de amor ao próximo.
4.3
Movimento teológico secular surgido por volta de 1960, que proclamou que Deus morreu. Seus principais protagonistas eram Thomas Altizer e William Hamilton; o termo havia sido usado originalmente pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844–1900).
Os liberalistas, em geral, focalizaram a paternidade de Deus, o exemplo moral e religioso de Jesus, a bondade inerente ao ser humano e sua capacidade de crescer e raciocinar para resolver os problemas do mundo, fossem eles a ignorância, as religiões que frustram o ser humano, a injustiça social ou as dificuldades pessoais.
4.4
Durante o século XIX, com o surgimento de várias escolas de pensamento liberalista, ocorrem ataques do alto criticismo à Bíblia, criticando sua inspiração divina, sua forma e sua redação.
O alto criticismo analisa as fontes do material escrito, as datas e os escritores, aplicando princípios científicos, históricos e literários às Escrituras, e resultando em vários pontos de vista que contribuíram para um enraizado ceticismo quanto às crenças fundamentais da Bíblia.
4.5
Em sua forma mais radical, o liberalismo ensinava:
4.5.1
O liberalismo causou impacto em algumas denominações, com o Evangelho Social priorizando mais o bem-estar do que a salvação, e provocando divisões em igrejas e comunidades. No século XX, mudou algumas de suas crenças diante de eventos que mostraram a natureza vil do ser humano.
Sofreu também derrotas ao serem encontrados documentos como os pergaminhos do Mar Morto e os tabletes de Nuzi e Mari, que comprovaram a confiabilidade das Sagradas Escrituras.